s pessoas tem me perguntado o que achei da aprovação do Projeto "Cidade Limpa", que proíbe à poluição visual e degradação ambiental em São Caetano, aprovado em primeira discussão na Câmara, terça (22).
Bem, não serei hipócrita, como publicitário é uma perda, tendo em vista que a mídia exterior proporciona muitas vezes excelentes peças criativas e, do aspecto de resultados, tem ótimo impacto. Porém, como cidadão e ambientalista, acredito que é um projeto sensato. São Caetano já está poluída demais por propagandas e pichações, crescimento desenfreado sem planejamento, e a poluição visual só ajuda a piorar o cenário.
Um ou outro outdoor não atrapalha a vida de ninguém. Mas acontece que o mercado da propaganda não tem limites, e passou a entulhar placas em tudo quanto é lugar, uma em cima das outras. Isso sem falar nas bizarrices que surgem. No final das contas, o consumidor não vê nenhuma coisa nem outra, e vira tudo uma massa de sujeira visual.
De qualquer forma, sou a favor do controle, do que a proibição total. Precisa ser determinado quais espaços podem ser utilizados, planejar com bom senso cada caso, ao invés de simplesmente proibir e pronto. Mesmo que uma cidade sem outdoors melhore o cenário urbano, nada acontecerá se a prefeitura e as pessoas não fizerem sua parte.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Tecnologia para todos
Estamos em meio a uma revolução global, cujo instrumento principal é a informação armazenada e difundida pelos computadores. Quem não dispõe de computador, dificilmente se encontra aparelhado para competir pela sobrevivência, nessa cultura de desafios em que se converteu o mundo da ciência e da tecnologia. A grande escola da modernidade chama-se Internet, mas consta que apenas pouco mais de 10% dos brasileiros têm intimidade com ela, porque o computador ainda se encontra no patamar do luxo, só acessível a minorias privilegiadas. Seu preço ainda o torna distante do poder de consumo das classes C e D, apesar de crianças dessas camadas sociais já terem aulas de informática em escolas públicas. Pode acontecer de ser um aprendizado inútil, pelo fato de não existir em suas casas o equipamento, que nos países desenvolvidos já se vulgarizaram, a ponto de virarem utensílios domésticos. O governo acena com um esforço colossal no sentido de dar à indústria condições para fabricar o PC conectado, uma espécie de computador simplificado, mas com acesso à Internet, cujo custo estaria à altura do bolso de famílias com renda superior a três salários mínimos. A novidade resultaria num avanço substancial ante a vergonhosa situação em que nos encontramos. Apesar das complexas dificuldades enfrentadas pelos planejadores desse enorme passo, tão educativo, quanto civilizatório.
Qual o próximo passo ?
A situação atual da Terra e da Humanidade nos faz pensar. Consolidou-se a aldeia global. Ocupamos praticamente todo o espaço terrestre e exploramos o capital natural até os confins da matéria e da vida, com a utilização da razão instrumental-analítica. A pergunta que se coloca agora é: qual será o próximo passo? Mais do mesmo? Mas isso é muito arriscado, pois o paradigma atual está assentado sobre o poder como dominação da natureza e dos seres humanos. Não devemos esquecer que ele criou a máquina de morte que pode destruir a todos nós e a vida de Gala. Esse caminho parece ter-se esgotado. Mas este passo não é mecânico. É voluntário. Quer dizer, ele é oferecido à nossa liberdade. Podemos acolhê-lo como podemos também recusá-lo. Ele é algo anterior, que emerge das virtualidades da evolução consciente. Quem o acolhe, viverá outro sentido de vida, vivenciará também um novo futuro. Os outros continuarão sofrendo os impasses do atual modo de ser e se perguntarão, angustiados, pelo seu futuro e até sobre o eventual desaparecimento da espécie humana.
Estimo que a atual crise mundial nos abre a possibilidade de um novo passo rumo a um modo de ser mais alto. Dizem por aí que Jesus, Francisco de Assis, Gandhi e tantos outros mestres do passado e do presente teriam, antecipadamente, dado já esse passo.
Estimo que a atual crise mundial nos abre a possibilidade de um novo passo rumo a um modo de ser mais alto. Dizem por aí que Jesus, Francisco de Assis, Gandhi e tantos outros mestres do passado e do presente teriam, antecipadamente, dado já esse passo.
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