terça-feira, 20 de maio de 2008

É preciso renovar na política

Acredito que há um modo diferente e melhor de se fazer política.
Por que o novo sempre assusta? Simples: porque temos grandes dificuldades em lidar com o diferente. Especialmente quando essa novidade nos é apresentada em forma humana, pois uma das nossas maiores limitações é reconhecer o outro como uma pessoa igual a nós mesmos.
Mais do que garantias institucionais, a democracia é uma cultura que permite a sociedade ser uma e diversa de forma simultânea, pacífica e harmoniosa. Para alguns pensadores, a democracia caracteriza-se pelo consenso e pelo dissenso. Esse dissenso contribui para a progressiva mudança da sociedade por meio da livre discussão de idéias e do desenvolvimento do que alguns chamam de “revoluções silenciosas”. Por isso, a democracia é o meio político de salvaguardar a diversidade social e cultural dos membros da sociedade.
Se acreditamos e defendemos a democracia, não podemos estranhar ou impedir a renovação no mundo político. Mais que isso, precisamos buscar novas práticas políticas para continuar avançando.
Será que não está na hora de começar a mudar isso? Será que as crianças e os nossos jovens de hoje não merecem outros referenciais?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Projeto "Cidade Limpa" de São Caetano

s pessoas tem me perguntado o que achei da aprovação do Projeto "Cidade Limpa", que proíbe à poluição visual e degradação ambiental em São Caetano, aprovado em primeira discussão na Câmara, terça (22).
Bem, não serei hipócrita, como publicitário é uma perda, tendo em vista que a mídia exterior proporciona muitas vezes excelentes peças criativas e, do aspecto de resultados, tem ótimo impacto. Porém, como cidadão e ambientalista, acredito que é um projeto sensato. São Caetano já está poluída demais por propagandas e pichações, crescimento desenfreado sem planejamento, e a poluição visual só ajuda a piorar o cenário.
Um ou outro outdoor não atrapalha a vida de ninguém. Mas acontece que o mercado da propaganda não tem limites, e passou a entulhar placas em tudo quanto é lugar, uma em cima das outras. Isso sem falar nas bizarrices que surgem. No final das contas, o consumidor não vê nenhuma coisa nem outra, e vira tudo uma massa de sujeira visual.
De qualquer forma, sou a favor do controle, do que a proibição total. Precisa ser determinado quais espaços podem ser utilizados, planejar com bom senso cada caso, ao invés de simplesmente proibir e pronto. Mesmo que uma cidade sem outdoors melhore o cenário urbano, nada acontecerá se a prefeitura e as pessoas não fizerem sua parte.

Tecnologia para todos

Estamos em meio a uma revolução global, cujo instrumento principal é a informação armazenada e difundida pelos computadores. Quem não dispõe de computador, dificilmente se encontra aparelhado para competir pela sobrevivência, nessa cultura de desafios em que se converteu o mundo da ciência e da tecnologia. A grande escola da modernidade chama-se Internet, mas consta que apenas pouco mais de 10% dos brasileiros têm intimidade com ela, porque o computador ainda se encontra no patamar do luxo, só acessível a minorias privilegiadas. Seu preço ainda o torna distante do poder de consumo das classes C e D, apesar de crianças dessas camadas sociais já terem aulas de informática em escolas públicas. Pode acontecer de ser um aprendizado inútil, pelo fato de não existir em suas casas o equipamento, que nos países desenvolvidos já se vulgarizaram, a ponto de virarem utensílios domésticos. O governo acena com um esforço colossal no sentido de dar à indústria condições para fabricar o PC conectado, uma espécie de computador simplificado, mas com acesso à Internet, cujo custo estaria à altura do bolso de famílias com renda superior a três salários mínimos. A novidade resultaria num avanço substancial ante a vergonhosa situação em que nos encontramos. Apesar das complexas dificuldades enfrentadas pelos planejadores desse enorme passo, tão educativo, quanto civilizatório.

Qual o próximo passo ?

A situação atual da Terra e da Humanidade nos faz pensar. Consolidou-se a aldeia global. Ocupamos praticamente todo o espaço terrestre e exploramos o capital natural até os confins da matéria e da vida, com a utilização da razão instrumental-analítica. A pergunta que se coloca agora é: qual será o próximo passo? Mais do mesmo? Mas isso é muito arriscado, pois o paradigma atual está assentado sobre o poder como dominação da natureza e dos seres humanos. Não devemos esquecer que ele criou a máquina de morte que pode destruir a todos nós e a vida de Gala. Esse caminho parece ter-se esgotado. Mas este passo não é mecânico. É voluntário. Quer dizer, ele é oferecido à nossa liberdade. Podemos acolhê-lo como podemos também recusá-lo. Ele é algo anterior, que emerge das virtualidades da evolução consciente. Quem o acolhe, viverá outro sentido de vida, vivenciará também um novo futuro. Os outros continuarão sofrendo os impasses do atual modo de ser e se perguntarão, angustiados, pelo seu futuro e até sobre o eventual desaparecimento da espécie humana.
Estimo que a atual crise mundial nos abre a possibilidade de um novo passo rumo a um modo de ser mais alto. Dizem por aí que Jesus, Francisco de Assis, Gandhi e tantos outros mestres do passado e do presente teriam, antecipadamente, dado já esse passo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Ecossistema - SOCORRO!

Precisamos nos preocupar com o ecossistema. Olhar para nosso redor e verificar que a natureza e o espaço físico estão clamando por socorro. Socorrer a fauna e a flora é obrigação de todo cidadão. Zelar pela natureza e ouvir o seu clamor em busca de conservação e preservação é uma forma de buscarmos mecanismos de exercer a cidadania no mundo em que vivemos.
Falar de preservação e conservação do ecossistema é tornar-se público no pensar e fazer em prol do desenvolvimento e sustentabilidade do planeta. Cuidar de nossas águas, mares, rios e lagos são formas de mantê-los vivos dentro do ecossistema. Temos que cuidar, orientar e não permitir que maus cidadãos joguem lixo nas águas. Temos que cuidar das nascentes dos rios e preservar sua vida dentro do ecossistema. O equilíbrio e a harmonia dos elementos da natureza nos trazem mecanismos sólidos para que possamos viver mais tempo com boa qualidade de vida neste planeta. A água é um recurso mineral fundamental para a sobrevivência humana e temos que preservá-la.
Viver com dignidade é respeitar o espaço do outro sem modificá-lo em beneficio próprio, é manter a vida no planeta, saudável e harmoniosa. Viva feliz, faça sua parte no ecossistema em que você vive.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Compromisso com o País

O ano eleitoral de 2008, embora poucos tenham dado atenção ao fato, é de extrema representatividade na historia política recente do País: a eleição de prefeitos e vereadores coincidirá com o aniversário de 20 anos da Constituição de 1988, o marco mais emblemático da redemocratização brasileira. Lá se vão duas décadas desde que o deputado Ulisses Guimarães, presidente da Assembléia Nacional Constituinte, apresentou à Nação, em cinco de outubro, a Carta Magma que chamou de "Coragem".
Trata-se de um episódio relevante, cuja comemoração irá expressar-se, em outubro próximo, no mais significativo gesto da democracia: o ato de votar. Em 2008, contudo, mais do que eleger seus representantes nos municípios, os brasileiros deverão refletir sobre os equívocos da política nesses 20 anos de sua Constituição. É uma postura obrigatória de cidadania, de modo que todos possam engajar-se numa corrente cívica em defesa das reformas da própria Carta, até hoje postergadas, e da modernidade da legislação econômica, do crescimento sustentado do PIB, da solução dos problemas sociais e do combate à corrupção.
Pessoas físicas e jurídicas não podem furtar-se a esse exercício de civismo. O Brasil será tão desenvolvido e avançado quanto a nossa capacidade de conduzi-lo a um destino melhor. A Constituição de 88, a mais democrática de nossa história, nos dá essa prerrogativa e responsabilidade. Não devemos, assim, abdicar do direito e do dever de forjar um País mais desenvolvido.

Ascensão da mulher

No Dia Internacional da Mulher. Alguns destaques são as conquistas do gênero nos quadrantes da economia.
A presença da mulher em atividades econômicas cresce desde 1932, quando lhe foram outorgadas direitos político-eleitorais como os direitos de votar, de ser votada e de ser eleita nas esferas da administração pública nacional.
Em 1976 as mulheres eram 29% da população economicamente ativa no Brasil e em 2002 essa proporção cresceu para 43%. Por tudo isso o 8 de março é sugestivo e repleto de reflexões do fenômeno sócio-econômico, que conferiu novos direitos à mulher.
No calendário anual não há ocasião mais oportuna de essas considerações serem exercitadas nem dia mais propício de felicitar a mulher pela sua ascensão a prerrogativas da pessoa humana, sem ignorar a sensibilidade, a grandeza e o equilíbrio do homem na cessão de espaços – que isso é benéfico à família, aos segmentos sociais e à humanidade.
O Dia Internacional da Mulher emite a confirmação da presença crescente feminina na ciência, na tecnologia, no esporte, na gestão pública, no judiciário e nos parlamentos.
Desejo que nossas mulheres continuem cada dia mais sendo reconhecidas por seus valores não só perante a família mas sobre tudo pela sociedade.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Águias, pombos e abutres

Os muito jovens, na política, imaginam-se invencíveis e invulneráveis. Anseiam pela batalha, buscando certezas revolucionárias. Acreditando na nobreza de seus princípios filosóficos. Só na idade da razão percebem que o outro existe e que merece respeito. A personalidade adulta acaba entendendo que por melhor que seja um ideal, ele não vale o peso de milhões de mortes. É sinal de maturidade descobrir que as verdades são muitas e que a verdade de uma pessoa ou credo não é melhor ou pior do que as convicções dos outros homens.

Os muito velhos, na política, tendem a se assemelhar aos muito jovens. Por que é assim? Em primeiro lugar, porque quem não tem mais saúde, prazer sexual pleno, quem não mais sente todos os prazeres da vida sensorial, provavelmente dá menos valor à vida. Espera-se que os velhos alcancem a sabedoria, mas alguns tendem a substituir os antigos prazeres pela delirante sensação de exercer o poder. É também evidente que muitos homens idosos colocam o sentimento de dever para com a pátria acima do doce dom da generosidade.

Espera-se que os homens, na velhice, tornem-se mais doces, contemplativos, carinhosos. Mas muitos velhos que se mantém na carreira política são competitivos, ansiosos por glórias e querem substituir o decréscimo do vigor físico pelo machismo guerreiro.

Valorizando Idéias

O ser humano evolui a cada dia que passa, tanto em seu campo pessoal, profissional quanto no espiritual, às modificações ocorrem devido às mudanças da atualidade. Gerir pessoas nos tempos antigos era tão simples quanto se pensava, utilizava-se a forma mecanicista, bastava apenas dar uma ordem e esta era obedecida sem ser questionada.

Gerir pessoas nos tempos atuais é flexibilidade, crescimento, reflexão, estímulo, envolvimento dos colaboradores nos trabalhos da organização, entre outros, não é forçar, obrigar, podar como no passado, agora o funcionário tem sua opinião e não acata tudo que lhe é dito, uma vez que este é considerado um ser pensante, e só vai aceitar aquilo que além de ser bom para empresa, lhe for apropriado também.

É de total interesse que a "Gestão de Pessoas" continue a progredir e aborde aqueles que lhe auxiliam realmente como colaboradores. Grandes negócios surgem durante tempestades de idéias, o chamado "brainstorming", opiniões muitas vezes sensacionais, podem estar mais perto do que se imagina, dentro da própria organização e brotar através de um colaborador que teve espaço para expor sua idéia, durante uma reunião, ou até em um bate papo com a equipe de trabalho.

R$ 2008,00

A razão por que não se ouve falar em um candidato que empobreceu comprando votos é simples: nenhum corrupto vai ao banco sacar seu próprio dinheiro para sair às ruas corrompendo eleitores. Esse dinheiro vaza dos cofres públicos pelos ralos da corrupção e cai nas mãos de empresas que, posteriormente, repassam parte do produto da ilegalidade aos seus “padrinhos”, que utilizam os recursos para comprar votos nas campanhas eleitorais. Caso sejam eleitos, a reprodução do sistema estará garantida por mais algum tempo. Em outras palavras: o dinheiro que se emprega na corrupção eleitoral é do próprio eleitor, uma vez que é desviado do Estado.
ONGs inexpressivas recebem milhões em investimentos estatais e não demonstram nenhum resultado; empresas de fundo de quintal (normalmente pertencentes a parentes dos donos do Poder) celebram contratos titânicos com agências reguladoras para prestar serviços duvidosos; o marketing institucional consome vultosos recursos orçamentários e, “coincidentemente”, cai sempre nas mãos do “marketeiro” do candidato vencedor; obras públicas superfaturadas surgem todos os dias. E por aí vai... Os exemplos são inumeráveis. Seguramente, esse é o dinheiro que sustenta a corrupção eleitoral.
Use seu dinheiro (VOTO) de forma correta. Ele se valorizará em 2008.